sábado, 10 de março de 2012

Eu e minhas criações Remix.

Amanda Caropink em Santos  ( Remix)

Em nossa última aula de  Linguagem e Tecnologia, fomos designados a realizar uma criação através do modo "Remix". Eu particularmente sou muito suspeito para falar sobre o tema, devido ao fato de ser uma das minhas principais motivações quanto ao tema do meu TCC, que será sobre na linha da "Criação Cultural Através de Colaboraivismo nos Ciberespaços", ou algo parecido. Tem como base a criação de um projeto final criado através de vários vídeos, que acabam resultando em um vídeo criativo, ou em um projeto grande, como a montagem multicamera de um show completo através de filmagens de pessoas que estavam na platéia ( projetos com os quais venho trabalhando por hobbie há algum tempo), entre outras formas de criação.
O vídeo acima é resultado de uma viagem à Santos que eu e minha esposa fizemos em 2010 quando fomos comemorar nosso primeiro aniversário de casamento e comemoramos saltando de asa-delta. O vídeo contém trechos engraçados registrados na ocasião, de maneira intercalada e como música de fundo "Blitzkrieg Bop" dos Ramones.

E logo abaixo, o vídeo da música Love In An Elevator do Aerosmith, na montagem de meu projeto multicam intitulado "Same Old Shit and Dance", que é o registro da apresentação na integra do grupo norte-americano na Arena Anhembi, em São Paulo, em outubro do ano passado. Assistam para ter uma idéia também.



Aerosmith - Love In An Elevator ( Multicam - São Paulo 2010)

Remix, Tom Zé e a Estética do Plágio.




Inovador é o adjetivo mais usado hoje quando se refere a Antônio José Santana Martins, o multi-instrumentista e compositor conhecido como Tom Zé. De fato, parece ser a única alternativa a ser escolhida para nomear o estranhamento causada por sua música, que contém elementos excêntricos, populares e ao mesmo tempo “sofisticados”. Sons de instrumentos como batedeira elétrica, enceradeira, esmerilhador, liquidificador e tubos de PVC estão presentes nas suas obras desde os anos 1970.
Porém, naquela época de costumes rígidos e ditaduras, seus experimentalismos eram vistos de modo atravessado. No show do álbum Correio da Estação do Brás, de 1978, ele começa a usar os denominados “insTrOMZÉmentos” – cuja origem é contada nessa matéria que faz um bom apanhado de sua carreira – de maneira algo inusitada: a partir de um pedido de sua mulher, Neusa, para consertar uma enceradeira que estava com defeito. Tanto consertou que se apaixonou pelo som do aparelho e descobriu que outros aparelhos da mesma estirpe poderiam tirar um som igualmente interessante.

Sobre suas idéias Tom Zé disse o seguinte:

A Estética do Plágio

"A Estética de Com Defeito de Fabricação re-utiliza a sinfonia cotidiana do lixo civilizado, orquestrada por instrumentos convencionais ou não: brinquedos, carros, apitos, serras, orquestra de Hertz, ruído das ruas, etc. , junto com um alfabeto sonoro de emoções contidas nas canções e símbolos musicais que marcaram cada passo da nossa vida afetiva. A forma é dançável, rítmica, quase sempre A-B-A. Com coros, refrões e dentro dos parâmetros da música popular.
O aproveitamento desse alfabeto se dá em pequenas “células”, citações e plágios. Também pelo esgotamento das combinações com os sete graus da escala diatônica (mesmo acrescentando alterações e tons vizinhos) esta prática desencadeia sobre o universo da música tradicional uma estética do plágio, uma estética do arrastão (**).
Podemos concluir, portanto, que terminou a era do compositor, a era autoral, inaugurando-se a Era do Plagicombinador, processando-se uma entropia acelerada."


** Arrastão: Técnica de roubo urbano, inaugurada em praias do Rio de Janeiro. Um pequeno grupo corre violentamente através de uma multidão e “varre” dinheiro, anéis, bolsas, às vezes até as roupas das pessoas.

Fonte: http://baixacultura.org/2012/02/12/a-estetica-do-plagio-de-tom-ze/

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Língua, Linguagem, Linguística e Linguiça.


Em nossa "primeira" aula de Linguagem e Tecnologia do semestre (primeira, pois a primeira oficial não conta, vai?), tivemos uma explanação, e como o professor intitulou, resumo de tudo o que havíamos visto em 2012 (talvez na tal primeira semana).Nos recordamos um pouco sobre a diferença entre: língua, linguagem e linguística (a linguiça eu só coloquei pra complicar).
Língua: vimos que está enraizada na cultura a qual serve. É o idioma; um sistema ao qual se desenvolve de maneira inata, cheio de regras, sejam elas fonológicas, morfológicas, sintáticas, textuais, contextuais e discursivas.
Todos os falantes de um idioma, embora sejam iguais em competência, são diferentes em performance, e é através da fala e da escrita que a língua se concretiza.
Linguagem: quando representamos através de sinais nos comunicando e interagindo com as pessoas, estamos nos utilizando da linguagem. Esta pode ser verbal, ou não, pois muitas vezes exercemos a linguagem também através de imagens, gestos e movimentos.
Linguística: resumidamente, é uma ciência que estuda a estrutura e a função da linguagem.
Linguiça: grelhada com arroz e salada de maionese vai bem pra caramba.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Linguagem, tecnologia e alguma coisa mais.

Criar um blog para postagens referente aos nossos gostos pessoais, seja sobre música, literatura, cinema, ou até mesmo sobre nosso cotidiano, acabou fazendo parte desta nossa geração ciberculturista. A que talvez se relacione melhor com pessoas através de meios tecnológicos do que do método quase ultrapassado do "pessoalmente". Isso envolve linguagem. Isso envolve comunicação. Comunicação através da tecnologia.
Mais do que parte integrante de uma atividade semestral, escrever semanalmente sobre estes temas trarão sem dúvida questões reflexivas sobre como (con)vivemos e nos comunicamos em tempos velozes e por que não furiosos? E ajudará na compreensão dos mecanismos através dos quais nos expressamos.
Sejam bem-vindos! A porta está aberta, pode entrar.
Ah é, tu já entrou!